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Ficará marcado como o dia da vergonha, diz Joesley sobre votação

Postado dia 03 de Agosto de 2017 às 09h25m

Autor da gravação no Palácio do Jaburu do presidente Michel Temer, usada na denúncia engavetada pela Câmara dos Deputados, o empresário Joesley Batista assistiu à sesão na companhoa de executios na sede do grupo J&F, em São Paulo. "O dia 2 de agosto ficará marcado como o dia da vergonha", disse Joesley a um interlocutor durante a tarde. Por meio de nota, o grupo disse que não iria se manifestar.
 
A denúncia de corrupção passiva contra Temer foi embasada por informações e gravações trazidas pela colaboração premiada assinada pelos irmãos Batista e executios do grupo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), no início do ano. A informação é do jornal O Globo.
 
 
 
 
Fonte: Bocao News, http://www.bocaonews.com.br/noticias/politica/politica/182348,ficara-marcado-como-o-dia-da-vergonha-diz-joesley-sobre-votacao.html

Governo Temer deve aproveitar vitória para emplacar reforma da Previdência

Postado dia 03 de Agosto de 2017 às 09h24m

A vitória do presidente Michel Temer (PMDB) nesta quarta-feira (2), ao barrar a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República pelo suposto crime de corrupção passiva, deve ser utilizada pelo Palácio do Planalto como mola propulsora para a votação da reforma da Previdência.

De acordo com a coluna Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo, aliados do presidente acham que a votação mostrou que a base pode ser reorganizada e dobrar a resistência que a reforma enfrenta.

Apesar do otimismo do governo, tem correligionário de Temer no Congresso fazendo ressalvas. O deputado federal goiano Daniel Vilela acha que a reforma pode renascer apenas se for restrita à questão da idade mínima. “Se o governo limitar a proposta a isso, fica mais confortável para votarmos. Do contrário, acho difícil”, avalia.

Janot deve apresentar nova denúncia contra Temer por obstrução da Justiça

Postado dia 03 de Agosto de 2017 às 09h05m

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, definiu estratégia para apresentar ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma nova denúncia contra o presidente Michel Temer, desta vez sob acusação de obstrução da Justiça.

 
Temer é investigado no STF em um inquérito derivado da delação da JBS sob suspeita de dois crimes: integrar organização criminosa e dar aval para o frigorífico comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do doleiro Lucio Funaro.
 
Nesta quarta (2), Janot pediu ao ministro Edson Fachin, relator do caso, para deslocar a investigação sobre organização criminosa do inquérito da JBS para outro mais antigo, que vem investigando o chamado PMDB da Câmara.
 
Janot também pediu a inclusão dos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral) no rol de investigados desse inquérito sobre o PMDB.
 
Se Fachin aceitar o pedido de Janot, o inquérito da JBS deverá gerar denúncia pelo único crime que continua em apuração ali, o de obstrução da Justiça. Já o do PMDB da Câmara prosseguirá, com Temer, Padilha e Moreira Franco formalmente investigados.
 
O inquérito da JBS já foi concluído pela Polícia Federal, que em junho apresentou relatório indicando que Temer obstruiu a Justiça. Janot já teria elementos para, nesse inquérito, oferecer denúncia ao Supremo.
 
Conforme a Folha apurou, a expectativa de procuradores é de que não há tempo hábil, até a saída de Janot da Procuradoria-Geral da República, em 17 de setembro, para incluir na nova denúncia a acusação de participação em organização criminosa.
 
Ainda que a acusação seja só por obstrução, Janot precisará apontar qual organização criminosa o presidente quis proteger ao supostamente tentar calar Cunha e Funaro –o PMDB da Câmara.
 
Isso porque o crime de obstrução da Justiça enquadra-se em um artigo da Lei das Organizações Criminosas (Lei n° 12.850/2013) que prevê pena de 3 a 8 anos de prisão para quem "impede ou, de qualquer forma, embaraça a investigação penal que envolva organização criminosa".
 
 
 
Fonte: Bocao News, http://www.bocaonews.com.br/noticias/politica/politica/182337,janot-deve-apresentar-nova-denuncia-contra-temer-por-obstrucao-da-justica.html
 
Procuradores já esperavam que a primeira denúncia contra Temer, sob acusação de corrupção, não passasse na Câmara. À noite, a assessoria de Janot informou que ele não comentaria o resultado.
 
'QUADRILHÃO'
 
O PMDB da Câmara é suspeito de ter atuado como uma organização criminosa que lesou a Petrobras e a Caixa. Para investigadores, Temer, que era deputado federal até assumir a Vice-Presidência em 2011, participava dos esquemas desse grupo.
 
O inquérito que apura o grupo foi aberto em outubro passado após uma cisão do "inquérito-mãe" da Lava Jato, que tratava do loteamento de cargos na direção da Petrobras por PP, PT e PMDB.
 
A parte do PMDB virou dois inquéritos: um do Senado e outro, da Câmara. Nesse, há 15 investigados, entre eles os ex-deputados Henrique Alves (RN) e Solange Almeida (RJ) e o deputado Aníbal Gomes (CE), todos do PMDB, além de Cunha e do doleiro Funaro.
 
Com informações de diferentes operações, como Sépsis, Cui Bono e Greenfield, a investigação expandiu seu foco da Petrobras para a Caixa.
 
Segundo um resumo do inquérito assinado em junho pelo delegado Marlon Cajado, a PF reuniu indícios de que o grupo indicava vice-presidentes da Caixa para "vender facilidades" a grandes empresas que buscavam empréstimos. Em troca, ganhava um percentual.
 
"A partir das inquirições de Lucio Funaro e Joesley Batista [da JBS], surgiram novos relatos confirmando as atuações do chamado 'PMDB da Câmara' junto à Caixa e citando o suposto envolvimento de outras pessoas [...], sendo elas o presidente Michel Temer, o ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco", segundo da PF.
 

Wagner nega articulação do governador da Bahia para manter Temer no cargo

Postado dia 03 de Agosto de 2017 às 09h01m

Nessa terça-feira ( 1) Rui exonerou dois dos seus secretários para que eles retornassem ao mandato de deputado federal e pudessem votar nessa quarta (2). A surpresa veio apos Josias Gomes anunciar que votaria a favor de Temer. A atitude foi considerada uma tentativa do governador de impedir que seu principal rival, o prefeito Acm Neto, ganhasse mais força política, já que se Temer sair quem assume é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, do DEM e aliado de Neto. "Não é verdade que ele tenha exonerado para votar a favor de Temer. Os secretários pediram para ser exonerados. Fernando chegou em nossa reunião de muleta pedindo pra ir. E tenho certeza que vão seguir a instrução do partido e votar a favor da denúncia. O governador tem liderança sobre a bancada mas não tem tutela", garantiu Wagner.
 
O secretário de desenvolvimento econômico considerou o DEM baiano mesquinho por barrar o empréstimo que seria destinado à Bahia junto ao governo federal. "Tem políticos que fazem política com o fígado e com muita mesquinharia. Eu estou muito á vontade, aprendi com Lula e pratico outro tipo de política. Eu desafio qualquer político de outro partido, inclusive do DEM afirmar que não tenha sido atendido pela gente. Eu nunca perseguir prefeito e Lula nunca perseguiu governador. Infelizmente o DEM da Bahia tem á mesquinharia de interditar um empréstimo que vai ajudar a população porque é adversário. Tem medo que Rui correria trabalhe mais com mais dinheiro. Eu espero que o presidente tenha a dignidade de não receber ordem do DEM", declarou.
 

Nessa quarta o senador Otto Alencar (PSD) relevou que recebeu um telefonema do presidente Michel Temer (PMDB) para falar sobre o empréstimo do Banco do Brasil à Bahia. Segundo ele, o prefeito ACM Neto estaria pressionando o presidente para travar a verba.

 

 

Fonte: Bocao News, http://www.bocaonews.com.br/noticias/politica/politica/182289,wagner-nega-articulacao-do-governador-da-bahia-para-manter-temer-no-cargo.html

Maia quer se descolar da imagem de Temer e ter agenda própria por 2018

Postado dia 03 de Agosto de 2017 às 08h11m

"Estou exausto". Rodrigo Maia havia dormido pouco mais de quatro horas quando se sentou, nesta quarta-feira (2), à ampla mesa de madeira na residência oficial da Presidência da Câmara para tomar café da manhã.

 
Faltavam apenas 40 minutos para o início da sessão que analisaria a denúncia contra Michel Temer e o deputado sabia que o dia seguinte seria o primeiro de um novo projeto político: o seu.
 
Sucessor imediato ao Planalto caso o presidente seja afastado do cargo, Maia começou esse processo, em 17 de maio, com expectativa de poder quase que imediata.
 
Nem mesmo auxiliares próximos a Temer acreditavam que o governo sobreviveria à crise política deflagrada com a delação da JBS, que o implicava diretamente.
 
Era para ser uma corrida de cem metros mas, para Maia, os planos para se tornar inquilino do gabinete presidencial viraram maratona.
 
Enquanto cortava a omelete de clara de ovos e queijo branco, empurrada com um copo de suco verde e três xícaras de café sem açúcar –a dieta só é cumprida à risca pela manhã–, o presidente da Câmara repassava a razão da permanência de Temer no posto: o apoio parlamentar.
 
Em uma lista consultada no celular, contabilizava a quantidade de votos que acreditava ser a favor do presidente nesta quarta –de 220 a 240 dos 513 deputados, mas o número poderia aumentar, já alertava desde cedo.
 
O peemedebista acabaria tendo 263 votos ao seu lado, sendo beneficiado ainda por 19 ausências e 2 abstenções.
 
Nos dias que antecederam a votação histórica, Maia trabalhou a favor de Temer.
 
Depois dessa etapa, traçou sua estratégia pessoal e a de seu partido, o DEM, em um projeto que desembocará nas eleições de 2018.
 
Maia decidiu se descolar da imagem impopular de Temer e criar uma agenda exclusiva da Câmara, para além da pauta econômica, que não será abandonada, ele diz, mas dividirá espaço com projetos que estejam mais conectados com a sociedade.
 
Adoção, planos de saúde, segurança pública e medidas em defesa dos animais estão entre os pontos que ele pretende atacar agora.
 
Além disso, o presidente da Câmara articula para fortalecer o DEM, com a migração de integrantes do PSB e de outros partidos.
 
O objetivo é conquistar o eleitor de centro-direita diante da divisão e falta de liderança única do PSDB, além de formar uma base parlamentar mais ampla, que dê capilaridade para um possível candidato à Presidência.
 
Maia afirma que 2018 ainda "está distante", mas admite que é preciso construir o lugar onde vai "aterrissar".
 
As conversas com os parlamentares desses partidos se misturaram nos últimos dias com o esforço do deputado em conseguir votos para salvar Michel Temer.
 
Maia fez um cálculo político importante nas últimas semanas. Ao ver que seu ânimo para assumir o Planalto crescia junto com a pecha de "traidor", decidiu que o pragmatismo tinha que se sobrepor à ambição justamente para ter um "day-after" mais tranquilo.
 
Ainda em sua casa, nesta quarta, respondia de tempos em tempos mensagens de deputados que faziam previsões sobre a sessão e pedia que registrassem presença –eram necessários 342 dos 513 parlamentares em plenário para iniciar a votação.
 
De dentro do carro que o levou à Câmara, às 8h50, Maia fez a primeira ligação para tentar sentir a temperatura do Planalto. O escolhido era o "mais realista" da tropa de choque de Temer, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), líder do governo na Câmara.
 
O deputado, porém, preferiu não fazer previsões por telefone e pediu para encontrar com Maia no plenário.
 
O presidente da Câmara registrou presença na Casa às 9h06, conversou com Aguinaldo e se sentou para presidir a mesa às 9h31, quando iniciou a ordem do dia.
 
Conduziu a sessão com relativa calma e até um pouco de descontração. Precisou intervir mais energicamente apenas quando deputados ensaiaram um empurra-empurra: "calma, gente, está todo mundo errado", disse.
 
ATENÇÃO TOTAL
 
Perto das 13h, quando já tinha certeza de que haveria quorum para a votação, reviu suas projeções da manhã e disse que o governo poderia bater em 260 votos ou mais.
 
A base de Temer trabalhava dentro do plenário para renegociar cargos e emendas parlamentares, na tentativa de virar votos de última hora.
 
Maia acompanhava de perto as contas do Planalto.
 
Derrapou na hora do almoço, quando escapou da dieta ao participar do regabofe promovido pelo primeiro vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (PMDB-MG).
 
Maia comeu carne de sol, arroz, frango, ovo e bebeu refrigerante. "Só não mostrem para a minha mulher", brincou com quem o filmava.
 
Ao abrir espaço para o prato à mesa, quebrou um copo. "É sorte", apressaram-se a gritar aliados.
 
Ele diz que vai mesmo precisar disso.
 
 
 
Fonte: Bocao News, http://www.bocaonews.com.br/noticias/politica/politica/182339,maia-quer-se-descolar-da-imagem-de-temer-e-ter-agenda-propria-por-2018.html

PSDB lidera traições de aliados e expõe racha sobre apoio a Temer

Postado dia 03 de Agosto de 2017 às 08h08m

Segundo maior partido da base do governo, o PSDB foi a legenda aliada que deu, proporcionalmente, mais votos contrários a Michel Temer na votação desta quarta-feira (2).

 
Dos 47 deputados tucanos, 21 votaram pelo prosseguimento da denúncia por corrupção passiva contra Temer. O resultado da votação mostra o racha da bancada na Câmara sobre o apoio ao Palácio do Planalto.
 
Outros quatro deputados não compareceram à votação: Shéridan (RR), Eduardo Barbosa (MG) e Pedro Vilela (AL) e Raimundo Gomes de Matos (CE). Barbosa justificou a ausência pela morte da esposa em acidente de carro.
 
O partido, que detém quatro ministérios no governo, vive um momento de indefinições. Enquanto o presidente interino, senador Tasso Jereissati (CE), defende a entrega de cargos, Aécio Neves (MG), licenciado da presidência do PSDB, passou o fim de semana articulando a votação junto ao Planalto.
 
Depois de conversar por telefone com Tasso, o líder do partido na Câmara, Ricardo Trípoli (SP), orientou a bancada a votar de forma favorável à denúncia.
 
O deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), autor do parecer favorável a Temer que foi aprovado nesta quarta-feira em plenário chamou de "pequeno problema" a decisão do partido de orientar a bancada a votar contra seu relatório.
 
"O partido não tem dono, é uma boa demonstração de que nós prezamos a democracia", afirmou. "Expectativa é de que o PSDB possa resolver esse pequeno problema, saindo dele bem mais forte."
 
A Folha apurou que a decisão de orientar foi motivada pela atitude de Abi-Ackel de escrever o relatório na CCJ sem comunicar a liderança e a bancada. Questionado a respeito disso, o parlamentar afirmou que só os "mal-informados ou inexperientes na política" poderiam criticá-lo.
 
"A bancada foi liberada, então eu tinha liberdade total para exercer a minha atividade parlamentar", disse.
 
PRESIDÊNCIA
 
O PSDB deve definir nas próximas semanas o futuro do comando da sigla.
 
Tasso ameaçou se demitir do cargo e chegou a escrever uma carta. Mudou de ideia após uma conversa com Aécio, na noite de terça-feira (1º). Um novo encontro dos dois está previsto para esta quinta-feira (3).
 
O governo tem atuado para que Aécio volte a ter protagonismo no partido, garantindo maior apoio ao governo. Desde que assumiu o comando da sigla, em maio, Tasso tem adotado uma postura hostil em relação ao Palácio do Planalto.
 
Se reassumir o cargo, Aécio deve conduzir a escolha de seu sucessor. É esperada ainda para este ano a convocação de novas eleições para escolha da executiva do partido.

Lava Jato: ex-secretário de Eduardo Paes é preso na operação Rio 40 Graus

Postado dia 03 de Agosto de 2017 às 08h08m

Em nova ação da Lava Jato no Rio de Janeiro, a Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (3) a operação Rio 40 Graus e, pela primeira vez, chega à gestão do prefeito da capital fluminense Eduardo Paes (PMDB) com a prisão do ex-secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto.

Conforme publicação do jornal O Globo, a ação foi autorizada pelo juiz Marcelo Bretas e cumpre 11 mandados de prisão no Rio, em Pernambuco e São Paulo. A investigação tem como base as delações de Luciana Salles Parente e Rodolfo Mantuano, ambos ex-executivos da Carioca Christiani-Nielsen Engenharia.

Os suspeitos são acusados de receber um total de R$ 35,51 milhões em propina decorrente das obras de um dos trechos do BRT Transcarioca, que liga o Aeroporto Galeão à Penha. Além da Carioca, fizeram parte do consórcio responsável pelas obras as empreiteiras OAS e Contern.

A operação de hoje tem como desdobramentos investigações da Calicute que levantam suspeitas de que o esquema faz parte da mesma organização criminosa liderada por políticos do PMDB no estado do Rio, ligados ao ex-governador Sérgio Cabral.

 

Fonte: Bocao News, http://www.bocaonews.com.br/noticias/politica/politica/182340,lava-jato-ex-secretario-de-eduardo-paes-e-preso-na-operacao-rio-40-graus.html

Governo distribuiu R$ 2,34 bi em emendas a deputados em 2 meses

Postado dia 02 de Agosto de 2017 às 11h56m

Dados orçamentários mostram quanto os deputados que votarão hoje o futuro do presidente receberam em emendas parlamentares desde a denúncia contra Temer.

 
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R$ 3,1 BILHÕES PARA 467 DEPUTADOS
Nos primeiros sete meses deste ano, o governo empenhou R$ 3,1 bilhões para 467 deputados federais que apresentaram emendas parlamentares, buscando apoio financeiro para projetos que beneficiariam suas bases eleitorais. Os dados oficiais foram levantados pelo Contas Abertas no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi).
 
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R$ 2,34 BILHÕES ENTRE JUNHO E JULHO
Só nos dois últimos meses, ou seja, desde que a denúncia por corrupção passiva apresentada contra o presidente Michel Temer chegou à Casa, o governo federal encaminhou aos deputados federais R$ 2,34 bilhões Ð75% do total empenhado (reservado) até o momento. Hoje, esses parlamentares estarão entre os 513 que decidirão se o presidente Temer poderá ou não ser processado pelo Supremo.
 
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DEPOIS DA DELAÇÃO DA JBS
Houve um salto nos empenhos feitos pelo governo em forma de emendas depois da revelação do conteúdo da delação da JBS, em 17 de maio. Em janeiro, o valor total repassado aos deputados somou pouco mais de R$ 900 mil. Em fevereiro, R$ 1,36 milhão. Em março foram R$ 4,06 milhões, e em abril R$ 5,32 milhões. Em maio há um salto para R$ 76,7 milhões.
 
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PMDB E PT: OS PRINCIPAIS BENEFICIÁRIOS
No ranking por partidos, o PMDB aparece como o maior beneficiário das emendas empenhadas pelo governo federal nos últimos dois meses. Seus deputados foram contemplados com R$ 294,4 milhões (12,5% do total). O PT fica em segundo lugar, com R$ 266,4 milhões em emendas em junho e julho. Na sequência, os partidos mais beneficiados foram PP (R$ 237,5 milhões) e PSDB (R$ 208 milhões). Juntos, esses quatro partidos –que têm as maiores bancadas da Câmara– abocanharam quase 43% do total empenhado pelo governo.
 
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PSL E O APOIO PER CAPITA MAIS ALTO
A pequena bancada do PSL de apenas 3 deputados federais é a que, proporcionalmente, teve mais emendas empenhadas pelo governo federal nos últimos dois meses. Dois de seus três parlamentares se beneficiaram. Alfredo Kaefer (PR) recebeu R$ 10,2 milhões em emendas, e Dâmina Pereira (MG), R$ 9,3 milhões. Na comparação, o PMDB –da maior bancada da Casa– fica bem atrás. De seus 63 membros, 57 foram beneficiados. Em média, cada um levou R$ 5,1 milhões em emendas.
 
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16 LEVARAM MAIS DE R$ 10 MILHÕES
Dezesseis deputados tiveram mais de R$ 10 milhões em emendas parlamentares empenhadas pelo governo federal nos últimos dois meses. Os deputados Domingos Neto (PSD-CE) e Vitor Valim (PMDB-CE) empatam na liderança do ranking, com R$ 10,7 milhões. Em seguida, aparece o deputado Cabo Sabino (PR-CE), com 10,6 milhões.
 
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E O QUE FEZ DILMA?
Entre dezembro de 2015, quando o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, aceitou o pedido de impeachment de Dilma Rousseff, e abril de 2016, quando a Casa efetivamente aprovou seu afastamento, o governo Dilma empenhou R$ 929 milhões em emendas para deputados federais. Esse valor é 60% menor do que o total distribuído pelo presidente Michel Temer nos últimos dois meses. Em maio de 2016, mês em que Dilma saiu do governo e Temer assumiu como presidente interino, o empenho de emendas totalizou R$ 3,2 bilhões.
 
OUTRO LADO
Em nota, a Presidência diz que "as emendas orçamentárias de parlamentares têm pagamento obrigatório", que passam "por uma avaliação prévia de admissibilidade no Congresso" e que a metade dos recursos dessas dotações deve ser destinada obrigatoriamente à área de saúde. Ressalta ainda que o empenho não significa imediata liberação e que se trata de valores destinados à "realização de obras essenciais".

Odebrecht assina acordo de US$ 220 mi no Panamá, o mais caro no exterior

Postado dia 02 de Agosto de 2017 às 11h51m

A Procuradoria-Geral da República do Panamá anunciou na tarde desta terça (1º) o acordo definitivo firmado com a Odebrecht no valor de US$ 220 milhões (R$ 685,3 mi). A cifra é a mais alta de uma negociação firmada entre o grupo baiano e um país no exterior.
 
Em janeiro, a procuradora-geral do país, Kenia Porcell, comunicou em entrevista havia fechado um pré-acordo em que a empreiteira se comprometera a pagar US$ 59 milhões (R$ 183,81 mi).
 
O montante saltou para US$ 220 milhões porque levou em conta não só os ilícitos praticados nos Panamá, como o uso do sistema financeiro do país para pagar propinas mundo afora.
 
Segundo o acordo, US$ 120 milhões se referem aos ilícitos praticados no país envolvendo contratos e agentes públicos e os outros US$ 100 milhões estão ligados ao uso do sistema financeiro do Panamá.
 
O montante será pago em 12 anos com receitas da Odebrecht do país.
 
A Procuradoria do Panamá afirmou que 26 investigações já decorreram de projetos envolvendo a Odebrecht. Disse também que US$ 56 milhões já foram apreendidos entre bens e dinheiro.
 
Os investigadores panamenhos virão ao Brasil para coletar os depoimentos dos delatores da empresa, que ganharão imunidade no país.
 
Os delatores da empreiteira relatarão casos envolvendo pelo menos os governos dos ex-presidentes Martin Torrijos (2004-2009) e Ricardo Martinelli (2009-2014).
 
Até agora o Ministério Público do país já denunciou 43 pessoas ligadas à corrupção envolvendo a Odebrecht.
 
OUTRO ACORDO
 
Em abril a justiça da República Dominicana homologou o acordo assinado com o grupo no valor de US$ 184 milhões (R$ 573,23 mi) em oito parcelas.
 
Segundo informações divulgadas pelo DoJ (Departamento de Justiça americano), a Odebrecht pagou cerca de US$ 92 milhões entre 2001 e 2014 em propina no país em troca de benefícios contratuais.
 
 
 
 
Fonte : Bocao News, http://www.bocaonews.com.br/noticias/politica/mundo/182209,odebrecht-assina-acordo-de-us-220-mi-no-panama-o-mais-caro-no-exterior.html

Deputado que tatuou nome de Temer recebeu R$ 7 milhões em emendas

Postado dia 02 de Agosto de 2017 às 11h46m

Um levantamento feito pelo Contas Abertas, uma organização não governamental fundada em 2005, mostra que deputado federal Wladimir Costa (SD-PA) recebeu R$ 6,9 milhões em emendas parlamentares de janeiro deste ano até o dia 24 de julho. O parlamentar paraense ficou conhecido nos últimos dias por tatuar o nome do presidente Michel Temer no ombro.

O gesto de Costa teria sido para expressar seu apoio ao peemedebista na votação da denúncia que o presidente enfrentará nesta quarta-feira (2) no plenário da Câmara dos Deputados.

A tatuagem, segundo ele, foi finalizada na última sexta (28) e custou R$1,2 mil em seis vezes no cartão.
"Cada um com suas paixões. Não tem gente que tatua Che Guevara, Fidel Castro, o presidente da Coreia? Todos falsos socialistas usando (relógio da marca) Rolex?", afirmou na ocasião.

"Sou admirador nato (de Temer), sou amigo dele há quase 16 anos. Nesse momento, que tentam derrubar ele a qualquer custo, é minha forma de mostrar que parceiro que é parceiro derrama até a última gota de sangue", disse o congressista, conforme publicação do portal Uol.

Do total recebido em emendas, R$ 4,8 milhões foram destinadas a ação de apoio ao desenvolvimento sustentável de territórios rurais, visando, entre outras questões, a melhoria da qualidade de vida dos agricultores familiares.

 

 

Fonte: Bocao News, http://www.bocaonews.com.br/noticias/politica/politica/182210,deputado-que-tatuou-nome-de-temer-recebeu-r-7-milhoes-em-emendas.html

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