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Home » Notícias » Odebrecht mandava mulheres para festas com políticos, revela advogado
Em entrevista ao El País, ele detalhou que tudo, campanhas eleitorais, presentes, festas, prostitutas, valia para afagar os políticos. Como contrapartida, presidentes e chefes de Estado correspondiam com contratos de obras públicas, principal fonte de receita da maior construtora da América Latina. Um colosso com 168.000 empregados e tentáculos em 28 países.
 
“A construtora arranjava tudo pagando. Distribuía comissões ao funcionário mais baixo da Administração e ao chefe de Estado. O primeiro contato era estabelecido na campanha eleitoral. A Odebrecht arcava com os gastos do marketing político dos candidatos. Tinha um acordo com o publicitário João Santana [responsável pelas bem-sucedidas campanhas dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff]. A construtora sugeria depois as obras que seriam incluídas nos planos do Governo, disse ao site.
 
Ele também revelou detalhes sobre pagamentos de subornos em espécie. “Em 2014 a Odebrecht tentou dar um avião ao ex-presidente Panamá, Ricardo Martinelli. O político recusou. A empreiteira queria agradar Martinelli e o candidato do seu partido (o governista Mudança Democrática), que disputava as eleições gerais de 2014, José Domingo Arias, o Mimito. A Odebrecht também organizava festas. E mandava mulheres do Brasil para festas com políticos no Panamá e na República Dominicana. Era a maneira de a empreiteira manifestar sua gratidão. Mas isso também se tornou uma chantagem”, detalha.
 
O advogado de nacionalidade hispano-brasileira que foi preso em novembro por ordem do juiz Sérgio Moro, de Curitiba, magistrado-estrela da Operação Lava Jato. Depois de passar 72 dias na prisão de Soto del Real –acusado de suborno e lavagem de dinheiro–, encontra-se em liberdade provisória. Tacla será julgado na Espanha depois que um tribunal superior do país rejeitou o pedido de extradição feito para que voltasse a seu país natal, Brasil. O advogado conseguiu nacionalidade espanhola em 1994, porque seu pai e avô eram galegos.
 
Ele conta também que fotos eram nessas festas. “E eram guardadas. O executivo da Odebrecht no Panamá, André Rabello, sabia como usar essas fotos. Rabello também lidava com informações sobre as esposas e as relações extraconjugais dos políticos panamenhos. A empreiteira dava presentes às esposas destes. Participei de uma reunião na qual Rabello disse que tinha a confirmação do presidente do Panamá, Juan Carlos Varela, de que o país não iria responder às solicitações da Justiça do Brasil [sobre o caso Odebrecht]”, disse.
 
Segundo Tacla, a Odebrecht sabia que as esposas e as amantes dos políticos recebiam subornos. “A empreiteira resolvia a vida financeira das esposas dos políticos. Especialmente a das ex-mulheres”.
 
Na oportunidade, ele contou que a empreiteira pagou muito mais do que R$ 1,12 bilhões de em subornos para obter contratos de obras no valor de R$ 1,6 bilhões durante as presidências de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. “O montante foi muito maior. A empresa gastava 481 milhões de reais por ano em propina. O pagamento era feito em espécie ou por meio de transferências. Até o porteiro recebia. Os subornos respingaram em todos os partidos. De direita, de esquerda... Do Governo, da oposição... E não há somente políticos entre os beneficiários... A empresa apostava. Por exemplo, na disputa entre Lula e Dilma, a Odebrecht preferiu Lula”.
 
De acordo com Tacla, a empresa gastava cerca de R$ 960 milhões em propina. “Era movimentado em dinheiro por meio de contas em paraísos fiscais e transferências internacionais. A construtora, por segurança, nunca pagava nos países de origem do beneficiário. E usava o Meinl Bank para enviar fundos a Pessoas Politicamente Expostas (PEP). Assim se fez chegar dinheiro a Michelle Lasso, uma pessoa próxima ao presidente do Panamá, Juan Carlos Varela”.
 
 
 
 
Fonte: Bocao News, http://www.bocaonews.com.br/noticias/politica/politica/181975,odebrecht-mandava-mulheres-para-festas-com-politicos-revela-advogado.html
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